"Passou o Natal, chegou o Ano Novo... No entanto, desatinada, a violência continua! (...) Estamos cada dia mais solitários, e em nossa solidão, ou monologamos, caindo na exasperação, ou escolhemos o anonimato, o mutismo. (...) Os eternos comentários sobre novela, futebol, jogos e entretenimentos superficiais, improdutivos. (...) Passou o Natal -- cheio de promessas, presentes e boas intenções... Mas continuamos pensando e agindo do mesmo jeito: o presente mais caro para o mais rico, o mais famoso, aquele que nos renderá mais créditos... E esquecemos que o melhor presente é amor; é troca de amor. (...) Que amor é diálogo, mesmo insípido, com os velhinhos repetitivos. (...) Esquecemos que amar é chorar com os que choram, é rir com os que riem, sonhar com os que sonham, ouvir mais as pessoas! É amar melhor as crianças, conversar mais com elas (...) Pois elas já nasceram com ilusões, mas estão hoje tão desiludidas, tão ...